Decididamente,United States of America não é a minha praia.E onde moro,nem praia tem. A última vez que vi água em abundância,na natureza,foi na enchente de maio,no Tennessee.
Mas tem coisas bem interessantes,devido a cultura da praticidade. Nisso,o Brasil perde de longe.Haja visto que a gerente da minha conta no Itaú resolveu bloquear minha conta porque teve muito movimento.Tive que ligar para aquela agência tupiniquim e responder perguntas cruciais como: A senhora sabe que foi feito um débito de 21 reais na sua conta pela CEG?Ela deve ser alguma alienada.Qual o mistério de ter débito automático da minha própria conta de gás?Mas nem assim ela liberou a minha conta.Os depósitos feitos,no valor do meu salário,creio que para ela se devem a algum tipo de tráfico ou especulação.Só se for tráfico de cultura!
Aqui,se você faz um movimento na sua conta,eles também bloqueiam.Mas basta um telefonema para ficar tudo resolvido,sem precisar comparecer a uma agência e trocar a senha.Aqui,as pessoas tem mais o que fazer!
Li,no orkut de uma amiga que ela não escolheu a vida que ela estava vivendo.Tenho que concordar com ela,apesar de todo conhecimento espiritual que possuo.
E ainda tem gente pensando que viver aqui é um paraíso.Deve ser pra quem tem muita grana e pode pegar um jatinho ,pousar em Cascadura e ir resolver o problema da gerente de TPM.
Mas voltando a modernidade,aqui,no país da praticidade,não existe lixeiro,nem gari. Ontem, pude observar o "gari mecânico"daqui. Num país onde o lixeiro só passa uma vez por semana e você não ve lixo nas ruas,apesar do consumismo,vale a pena admirar os sinais da civilização.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
"Palavras são marcas por escrito"
Li na coluna da Elaine Brum.E achei que valia a pena divulgar e refletir.
Entre outras coisas, ela escreveu:
- "A vida se faz nas marcas."
- "Vivemos por causa de nossas marcas- e não apesar delas."
- "Cada vida humana é um vitral feito com as marcas de todas as nossas mortes.Sem os cacos,nada há."
Como eu vivo juntando meus cacos,achei o texto muito apropriado.
E aí,enveredei pela coluna da Francine Lima: " O peso que cada um carrega". Muito apropriado também. Destaco aqui algumas reflexões da colunista:
- "Se não posso dar conta de tudo, assumo só o que me cabe."
-"Desconfio que é mais importante dar-me menos coisas para fazer- para ter mais o que fazer com as coisas que já tenho."
E voltando ao título desta postagem, é bom citar o lançamento do livro da Marianna Kiss, "Como Ser Uma Mulher Solteira".Imperdível para solteiras,casadas e parceiros.Ele está disponível no site da Livraria da Travessa.Vocês podem checar o conteúdo no blog do livro e no da própria Marianna,a quem depois de dar umas lidas, considero "minha amiga de infância".
Boa leitura,boa reflexão!
Entre outras coisas, ela escreveu:
- "A vida se faz nas marcas."
- "Vivemos por causa de nossas marcas- e não apesar delas."
- "Cada vida humana é um vitral feito com as marcas de todas as nossas mortes.Sem os cacos,nada há."
Como eu vivo juntando meus cacos,achei o texto muito apropriado.
E aí,enveredei pela coluna da Francine Lima: " O peso que cada um carrega". Muito apropriado também. Destaco aqui algumas reflexões da colunista:
- "Se não posso dar conta de tudo, assumo só o que me cabe."
-"Desconfio que é mais importante dar-me menos coisas para fazer- para ter mais o que fazer com as coisas que já tenho."
E voltando ao título desta postagem, é bom citar o lançamento do livro da Marianna Kiss, "Como Ser Uma Mulher Solteira".Imperdível para solteiras,casadas e parceiros.Ele está disponível no site da Livraria da Travessa.Vocês podem checar o conteúdo no blog do livro e no da própria Marianna,a quem depois de dar umas lidas, considero "minha amiga de infância".
Boa leitura,boa reflexão!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Colchinha de retalhos
| Gustavo |
Fazer aniversário,às vezes,pesa e muito! Por isso dei uma parada nos blogs. Fiquei um tanto reflexiva.Não flexível,porque a idade está emperrando as minhas engrenagens. Mas com tantos pensamentos conturbados,meu cérebro mais parecia uma colchinha de retalhos.E pra pesar ainda mais,o "meu bebê "estava completando 22 anos.E o que dizer dos irmãos mais velhos,já que este é o chamado "temporão"? Melhor nem comentar!
Dias atrás, fui a um encontro religioso.Adoro ouvir falar de Deus.Teve uma dinâmica onde você desenhava o seu próprio pé e escrevia pra onde ele o levaria.Escrevi: De volta pra mim mesma.E dei oprimeiro passo: cortei o cabelo. Não com qualquer cabelereiro,mas com um hairstyle. Daqueles que respeitam a sua origem ,seu tipo de cabelo,sua personalidade e seus sonhos.O resultado vocês poderão checar na foto.Até o sorriso melhorou.
| Virginia e Vitor |
Mas os fatos continuavam ocorrendo,apesar da "minha festa",da celebração da vida. Mãe só fica feliz quando o filho também está feliz.Aí caiu nas minhas mãos uma foto antiga,dos filhos mais velhos.Eles estão bem,mas queria que estivessem melhor.Não importa a idade que tenham,serão sempre meus filhos.Mãe não dorme.Reza. E muito!
sábado, 17 de julho de 2010
"Era uma casa muito engraçada,não tinha teto,não tinha nada..."
Em tempo de reformas,bati meus olhos num artigo sobre decoração. E resolvi postar aqui algumas afirmativas muito interessantes sobre o estilo do "Lar,doce lar".
“Um lar é um espaço que consegue tornar consistentemente disponíveis para nós as verdades importantes que o mundo amplo ignora, ou que nosso eu distraído tem dificuldade em manter” Alain de Botton, em A arquitetura da felicidade
“Os moradores de uma casa têm necessidades diferentes e se refugiam em cantos distintos. A privacidade garante que cada um expresse seu desejo”, diz a psicóloga capixaba Angelita Corrêa Scárdua, mestre em psicologia social e especialista em neurociências e comportamento. Mesmo que haja na casa um morador único, a banalização visual dos ambientes pode se tornar um fator estressante, cansativo.
“É preciso criar espaço para o novo entrar e estimular o cérebro. Um lugar onde nada muda há anos sinaliza uma espécie de inércia emocional”, aponta Angelita Scárdua.
“A casa é o lugar onde se abrigam vontades, desejos, sonhos. Por isso não pode ser um produto descartável” Maria Elvira Rofete, arquiteta
Facilidades tornam mais fácil a correria da rotina. No entanto, escanteiam a profundidade de uma moradia. “As pessoas acabam passando pela casa. Vivem correndo e deixam de lado os sentidos, a percepção desse lugar. Por isso adotam a moda. Falta profundidade em morar, falta alma nos ambientes”, observa a designer de interiores paulistana Maristela Gorayeb.
“ O estilo, dentro de casa, é o que somos. E não o sonho que se vende na loja ou na mostra de decoração.” - diz a arquiteta, urbanista e professora do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Maria Elvira Rofete. “
“Um lar é um espaço que consegue tornar consistentemente disponíveis para nós as verdades importantes que o mundo amplo ignora, ou que nosso eu distraído tem dificuldade em manter” Alain de Botton, em A arquitetura da felicidade
“Os moradores de uma casa têm necessidades diferentes e se refugiam em cantos distintos. A privacidade garante que cada um expresse seu desejo”, diz a psicóloga capixaba Angelita Corrêa Scárdua, mestre em psicologia social e especialista em neurociências e comportamento. Mesmo que haja na casa um morador único, a banalização visual dos ambientes pode se tornar um fator estressante, cansativo.
“É preciso criar espaço para o novo entrar e estimular o cérebro. Um lugar onde nada muda há anos sinaliza uma espécie de inércia emocional”, aponta Angelita Scárdua.
“A casa é o lugar onde se abrigam vontades, desejos, sonhos. Por isso não pode ser um produto descartável” Maria Elvira Rofete, arquiteta
Facilidades tornam mais fácil a correria da rotina. No entanto, escanteiam a profundidade de uma moradia. “As pessoas acabam passando pela casa. Vivem correndo e deixam de lado os sentidos, a percepção desse lugar. Por isso adotam a moda. Falta profundidade em morar, falta alma nos ambientes”, observa a designer de interiores paulistana Maristela Gorayeb.
“ O estilo, dentro de casa, é o que somos. E não o sonho que se vende na loja ou na mostra de decoração.” - diz a arquiteta, urbanista e professora do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Maria Elvira Rofete. “
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Juro que tentei!

Bem,ontem passei por uma experiência inusitada.Para quem me conhece,talvez até insana.Louca,eu?Imagina!
Seguindo as minhas convicções religiosas,apreciar o Belo nos conecta a Deus.Bem que eu tentei. Mas acho que Ele,com todo o respeito,devia estar tirando uma soneca.
Fui participar de uma aula de pintura acrílica em tela, com 2 amigas brasileiras.Para entenderem o meu "drama",as minhas amigas são descendentes de japoneses. E ainda levaram uma amiga chinesa. Isto significa que ,provavelmente ,elas já tem no seu DNA um dom natural para pintura,além de leveza no falar,no agir e no se movimentar.Enfim, nadinha parecidas comigo.Rsrs
A professora era muito simpática e a companhia agradável.Havia um silêncio profundo,de artistas concentrados,e uma música suave ao fundo. Vocês me imaginam num ambiente assim , sem estar meditando ou dormindo?
Conclusão: a minha "obra de Arte "resultou num colorido desastre.Tanto que a batizei de "Incêndio na Floresta".
Tenho que reconhecer: Não herdei esse dom,apesar de ter um tio artista plástico.Fazer o que?!
Adeus ao sonho de pintar ao longo do Senna,ou ao suave movimento dos moinhos na Holanda,ou nos verdes campos da minha terra.
Mas amigo é pra essas coisas. Eu tinha que partilhar esta vivência com vocês.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
E agora,José?

E agora ,José? A festa acabou,o sonho findou.A bola não rola.Não mais no meio da Seleção Brasileira.Fazer o que?
A vida segue seu curso. Mas foi bom! Foi bom sonhar,apostar,vibrar e desabafar.Outros sonhos virão,outros ídolos,talvez até outros esportes.Que tal futebol de botão? Não estou brincando não!Desde 29 de setembro de 1988,o Futebol de Mesa foi reconhecido como modalidade desportiva praticada no Brasil, como uma vertente dos esportes de salão.
Saudades dos tempos em que os meninos da família disputavam seu joguinho ,dentro de casa.Eu lembro que a minha mãe fazia bolinha de miolo de pão para o jogo ,que tinha uma mesa enorme como campo.
Tempo bom! Não volta mais? Volta sim.A vida anda em círculos. Daqui a pouco,quando olharmos,já vai estar tudo verde e amarelo de novo.
E o povo gritando: Vai que é nossa!
___________________________________________________________________
Futebol de Mesa como Esporte Oficialmente Reconhecido
no Brasil
no Brasil
Através da Resolução N.º 14, de 29 de setembro de 1988, acatando ao Of. N.º 542/88 e ao Processo N.º 23005.000885/87-18, baseado na Lei N.º 6.251, de 8 de outubro de 1975 e no Decreto N.º 80.228, de 25 de agosto de 1977, assinada pelo seu então Conselheiro-Presidente Manoel José Gomes Tubino, o CND (Conselho Nacional de Desportos) reconhece o Futebol de Mesa como modalidade desportiva praticada no Brasil, como uma vertente dos esportes de salão, no qual se incluem o xadrez e o bilhar, por exemplo. O Futebol de Mesa é praticado oficialmente em cinco modalidades; três oficiais (Disco, Bola 12 Toques, Bola 3 Toques) e duas experimentais (Dadinho 9x3 e Pastilha).
A CBFM (Confederação Brasileira de Futebol de Mesa) regula e orienta a prática desse esporte no Brasil. Uma das principais lutas dos praticantes é fazer com que o esporte seja conhecido pelos leigos como Futebol de Mesa e não como Jogo de Botão, pois essa associação faz com que o esporte esteja ligado à prática de um jogo infantil o que dificulta seu reconhecimento público como esporte e, consequentemente, seu desenvolvimento.
Após o reconhecimento institucional do Futebol de Mesa como esporte, as modalidades passaram por um crescimento estrutural e conceitual sem precedentes. As federações estaduais foram organizando-se e ganhando "status" semi-profissional e atualmente, existe uma interligação estrutural entre os eventos promovidos pelas federações estaduais. O Futebol de Mesa (também chamado de Futmesa), desenvolve campeonatos estaduais individuais e por equipes. Os grandes clubes de futebol também têm equipes participando, como Corinthians, Nacional, Palmeiras, Rio Branco e Santos em São Paulo e América, Botafogo, Bangu, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama no Rio de Janeiro.
sábado, 26 de junho de 2010
Guerreiro de Luz
Sábado é dia de faxina.Faxina no computador,é claro.Meu tempo de escrava já passou.Bem,nem tanto.
Mas faxinando a caixa de e-mails, achei que deveria compartilhar alguns textos do Paulo Coelho.Meu tempo de idolatrá-lo também já passou.Mas ele escreve bem e me faz pensar.
Então ,aí vai:
Acreditando na lenda pessoal
Postado por Paulo Coelho em 16 de abril de 2010 às 02:18
Um guerreiro da luz assume por inteiro sua lenda pessoal – a razão de sua vida. Seus companheiros comentam: “sua fé é admirável!”
O guerreiro fica orgulhoso por alguns momentos, e logo se envergonha do que escutou, porque não tem a fé que demonstra.
Neste momento seu anjo sussurra: “você é apenas um instrumento da luz. Não há motivos para vangloriar-se, nem para sentir-se culpado; há motivo apenas para cumprir seu destino”.
E o guerreiro da luz, consciente que é um instrumento, fica mais tranquilo e seguro.
Em volta da fogueira.
Postado por Paulo Coelho em 17 de abril de 2010 às 01:35
Um guerreiro da luz divide seu mundo com as pessoas que ama e procura estimulá-las a fazer o que gostariam.
Nestes momentos, o adversário aparece com duas tábuas na mão. Numa das tábuas está escrito: “Pense mais em você. Conserve as bênçãos para si mesmo, ou vai terminar perdendo tudo”. Na outra tábua, lê-se: “quem é você para ajudar os outros? Será que não consegue ver os próprios defeitos?”
Um guerreiro sabe que tem defeitos. Mas sabe também que não pode crescer sozinho, e distanciar-se de seus companheiros. Então, mesmo achando que o adversário tem alguma razão, ele esquece as duas tábuas e continua espalhando entusiasmo ao seu redor.
Senta-se com seus companheiros em torno de uma fogueira, todos comentam suas conquistas – e os estranhos que se juntam ao grupo são bem-vindos, porque todos têm orgulho de sua vida e do bom combate.
O guerreiro sabe como é importante dividir sua experiência com os outros; fala com entusiasmo do caminho, conta como resistiu a certo desafio, que solução encontrou para um momento difícil.
Quando narra suas aventuras, reveste suas palavras de paixão e romantismo.
Às vezes ele se permite exagerar um pouco, pois sabe que seus antepassados também exageravam de vez em quando; mas quando age desta maneira, ele jamais confunde orgulho com vaidade, e evita acreditar em seus próprios exageros.
Vivendo suas idéias
Postado por Paulo Coelho em 18 de abril de 2010 às 00:09
Um guerreiro da luz é confiável. Comete alguns erros, quando exagera um pouco suas histórias, e termina se julgando mais importante do que realmente é.
Mas por ser um guerreiro da luz, está terminantemente proibido de mentir.
Quando se reúne ao redor da fogueira e conversa com seus companheiros, sabe que suas palavras ficam guardadas na memória do Universo, e são testemunhas do que pensa.
O guerreiro reflete: “por que falo tanto, se muitas vezes não sou capaz de fazer tudo que digo?”
Esta é uma reflexão importante.
O coração responde: “se você defende publicamente suas idéias, terá que se esforçar para viver de acordo com elas”.
E porque pensa que é o que fala, que o guerreiro acaba se transformando no que diz ser.
Usando a loucura a seu favor.
Postado por Paulo Coelho em 19 de abril de 2010 às 01:08
Um guerreiro da luz estuda com muito cuidado a posição que pretende conquistar.
Por mais difícil que seja o seu objetivo, sempre existe uma maneira de superar os obstáculos. Ele verifica os caminhos alternativos, afia sua espada, e procura encher seu coração da perseverança necessária para enfrentar o desafio.
Mas, à medida que avança, o guerreiro se dá conta que existem dificuldades com as quais não contava.
Se ficar esperando o momento ideal, nunca sairá do lugar; porque muita gente vive lhe dizendo que é uma loucura fazer o que pretende.
O guerreiro então usa um pouco de loucura. Porque – na guerra e no amor – não é possível prever tudo.
Distraindo o adversário
Postado por Paulo Coelho em 20 de abril de 2010 às 00:10
Um guerreiro da luz jamais trapaceia; mas sabe distrair seu adversário.
Por mais ansioso que esteja, joga com os recursos da estratégia para atingir seu objetivo. Quando percebe que está no final de suas forças, faz com que o inimigo pense que não tem pressa.
Quando precisa atacar o lado direito, move as suas tropas para o lado esquerdo.
Se pretender iniciar a luta imediatamente, finge que está com sono e prepara-se para dormir.
Os amigos comentam: “vejam como perdeu seu entusiasmo”.
Mas ele não dá importância aos comentários, porque os amigos não conhecem suas táticas de combate.
Um guerreiro da luz sabe o que quer. E não precisa ficar explicando.
O momento presente
Postado por Paulo Coelho em 21 de abril de 2010 às 00:40
Um guerreiro da luz não adia suas decisões. Ele reflete bastante antes de agir; considera seu treinamento, sua responsabilidade, e seu dever com o mestre. Procura manter a serenidade, e analisa cada passo como se fosse o mais importante.
Entretanto, no momento em que toma uma decisão, o guerreiro segue adiante: não tem mais dúvidas sobre o que escolheu, nem muda de percurso se as circunstâncias forem diferentes do que imaginava.
Se sua decisão foi correta, vencerá o combate – mesmo que dure mais do que o previsto. Se sua decisão foi errada, ele será derrotado, e terá que recomeçar tudo de novo – com mais sabedoria.
Mas um guerreiro da luz, quando começa, vai até o fim.
Acreditando em negociação
Postado por Paulo Coelho em 22 de abril de 2010 às 02:46
Um guerreiro da luz nem sempre pode escolher o seu campo de batalha. Às vezes, é pego de surpresa, no meio de combates que não desejava. Mas não adianta fugir, porque estes combates o seguirão.
Então, no momento em que o conflito é quase inevitável, o guerreiro conversa com seu adversário. Sem demonstrar medo ou covardia, procura saber por que o outro quer a luta, que coisas o fizeram sair de sua aldeia e procurá-lo para um duelo. Sem desembainhar a espada, o guerreiro o convence de que aquele combate não é seu.
Um guerreiro da luz escuta o que seu adversário tem a dizer. E só luta se for necessário. Mas, se não tiver alternativa, ele não pensa em vitória ou derrota: leva o combate até o final.
Perdoar x Aceitar
Postado por Paulo Coelho em 23 de abril de 2010 às 00:16
Um guerreiro da luz sempre mantém o seu coração limpo do sentimento de ódio.
Quando caminha para a luta, lembra-se do que disse Cristo: “amai vossos inimigos”.
E o guerreiro obedece, mas sempre lembrando que Cristo não disse: “gostai de vossos inimigos”.
O ato de perdoar não o obriga a aceitar tudo. Um guerreiro não pode abaixar a cabeça – senão perde de vista o horizonte de seus sonhos.
Mas faxinando a caixa de e-mails, achei que deveria compartilhar alguns textos do Paulo Coelho.Meu tempo de idolatrá-lo também já passou.Mas ele escreve bem e me faz pensar.
Então ,aí vai:
Acreditando na lenda pessoal
Postado por Paulo Coelho em 16 de abril de 2010 às 02:18
Um guerreiro da luz assume por inteiro sua lenda pessoal – a razão de sua vida. Seus companheiros comentam: “sua fé é admirável!”
O guerreiro fica orgulhoso por alguns momentos, e logo se envergonha do que escutou, porque não tem a fé que demonstra.
Neste momento seu anjo sussurra: “você é apenas um instrumento da luz. Não há motivos para vangloriar-se, nem para sentir-se culpado; há motivo apenas para cumprir seu destino”.
E o guerreiro da luz, consciente que é um instrumento, fica mais tranquilo e seguro.
Em volta da fogueira.
Postado por Paulo Coelho em 17 de abril de 2010 às 01:35
Um guerreiro da luz divide seu mundo com as pessoas que ama e procura estimulá-las a fazer o que gostariam.
Nestes momentos, o adversário aparece com duas tábuas na mão. Numa das tábuas está escrito: “Pense mais em você. Conserve as bênçãos para si mesmo, ou vai terminar perdendo tudo”. Na outra tábua, lê-se: “quem é você para ajudar os outros? Será que não consegue ver os próprios defeitos?”
Um guerreiro sabe que tem defeitos. Mas sabe também que não pode crescer sozinho, e distanciar-se de seus companheiros. Então, mesmo achando que o adversário tem alguma razão, ele esquece as duas tábuas e continua espalhando entusiasmo ao seu redor.
Senta-se com seus companheiros em torno de uma fogueira, todos comentam suas conquistas – e os estranhos que se juntam ao grupo são bem-vindos, porque todos têm orgulho de sua vida e do bom combate.
O guerreiro sabe como é importante dividir sua experiência com os outros; fala com entusiasmo do caminho, conta como resistiu a certo desafio, que solução encontrou para um momento difícil.
Quando narra suas aventuras, reveste suas palavras de paixão e romantismo.
Às vezes ele se permite exagerar um pouco, pois sabe que seus antepassados também exageravam de vez em quando; mas quando age desta maneira, ele jamais confunde orgulho com vaidade, e evita acreditar em seus próprios exageros.
Vivendo suas idéias
Postado por Paulo Coelho em 18 de abril de 2010 às 00:09
Um guerreiro da luz é confiável. Comete alguns erros, quando exagera um pouco suas histórias, e termina se julgando mais importante do que realmente é.
Mas por ser um guerreiro da luz, está terminantemente proibido de mentir.
Quando se reúne ao redor da fogueira e conversa com seus companheiros, sabe que suas palavras ficam guardadas na memória do Universo, e são testemunhas do que pensa.
O guerreiro reflete: “por que falo tanto, se muitas vezes não sou capaz de fazer tudo que digo?”
Esta é uma reflexão importante.
O coração responde: “se você defende publicamente suas idéias, terá que se esforçar para viver de acordo com elas”.
E porque pensa que é o que fala, que o guerreiro acaba se transformando no que diz ser.
Usando a loucura a seu favor.
Postado por Paulo Coelho em 19 de abril de 2010 às 01:08
Um guerreiro da luz estuda com muito cuidado a posição que pretende conquistar.
Por mais difícil que seja o seu objetivo, sempre existe uma maneira de superar os obstáculos. Ele verifica os caminhos alternativos, afia sua espada, e procura encher seu coração da perseverança necessária para enfrentar o desafio.
Mas, à medida que avança, o guerreiro se dá conta que existem dificuldades com as quais não contava.
Se ficar esperando o momento ideal, nunca sairá do lugar; porque muita gente vive lhe dizendo que é uma loucura fazer o que pretende.
O guerreiro então usa um pouco de loucura. Porque – na guerra e no amor – não é possível prever tudo.
Distraindo o adversário
Postado por Paulo Coelho em 20 de abril de 2010 às 00:10
Um guerreiro da luz jamais trapaceia; mas sabe distrair seu adversário.
Por mais ansioso que esteja, joga com os recursos da estratégia para atingir seu objetivo. Quando percebe que está no final de suas forças, faz com que o inimigo pense que não tem pressa.
Quando precisa atacar o lado direito, move as suas tropas para o lado esquerdo.
Se pretender iniciar a luta imediatamente, finge que está com sono e prepara-se para dormir.
Os amigos comentam: “vejam como perdeu seu entusiasmo”.
Mas ele não dá importância aos comentários, porque os amigos não conhecem suas táticas de combate.
Um guerreiro da luz sabe o que quer. E não precisa ficar explicando.
O momento presente
Postado por Paulo Coelho em 21 de abril de 2010 às 00:40
Um guerreiro da luz não adia suas decisões. Ele reflete bastante antes de agir; considera seu treinamento, sua responsabilidade, e seu dever com o mestre. Procura manter a serenidade, e analisa cada passo como se fosse o mais importante.
Entretanto, no momento em que toma uma decisão, o guerreiro segue adiante: não tem mais dúvidas sobre o que escolheu, nem muda de percurso se as circunstâncias forem diferentes do que imaginava.
Se sua decisão foi correta, vencerá o combate – mesmo que dure mais do que o previsto. Se sua decisão foi errada, ele será derrotado, e terá que recomeçar tudo de novo – com mais sabedoria.
Mas um guerreiro da luz, quando começa, vai até o fim.
Acreditando em negociação
Postado por Paulo Coelho em 22 de abril de 2010 às 02:46
Um guerreiro da luz nem sempre pode escolher o seu campo de batalha. Às vezes, é pego de surpresa, no meio de combates que não desejava. Mas não adianta fugir, porque estes combates o seguirão.
Então, no momento em que o conflito é quase inevitável, o guerreiro conversa com seu adversário. Sem demonstrar medo ou covardia, procura saber por que o outro quer a luta, que coisas o fizeram sair de sua aldeia e procurá-lo para um duelo. Sem desembainhar a espada, o guerreiro o convence de que aquele combate não é seu.
Um guerreiro da luz escuta o que seu adversário tem a dizer. E só luta se for necessário. Mas, se não tiver alternativa, ele não pensa em vitória ou derrota: leva o combate até o final.
Perdoar x Aceitar
Postado por Paulo Coelho em 23 de abril de 2010 às 00:16
Um guerreiro da luz sempre mantém o seu coração limpo do sentimento de ódio.
Quando caminha para a luta, lembra-se do que disse Cristo: “amai vossos inimigos”.
E o guerreiro obedece, mas sempre lembrando que Cristo não disse: “gostai de vossos inimigos”.
O ato de perdoar não o obriga a aceitar tudo. Um guerreiro não pode abaixar a cabeça – senão perde de vista o horizonte de seus sonhos.
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