Minha neta está de férias!Parece bom isso,não? Pra ela talvez, quanto a mim, tenho que me esmerar em proporcionar atividades enriquecedoras.Sim,porque sou totalmente contra o uso excessivo da Tv e do computador. E criança,você sabe, precisa de atenção constante.
Aqui as férias começam na última semana de maio e só terminam no meio de agosto. Assim sendo,até lá terei muito o que inovar.
Isabella gosta de ajudar na cozinha.Hoje, ela me ajudou a fazer filé de frango a milanesa.Ela passou os filés no ovo batido e na farinha de rosca.Ficou toda prosa!
Eu estou de olho na alimentação dela.A escola em que ela estuda é Montessoriana.Pra quem já não é nada independente, é um prato cheio! Mas não de comida.
A comida americana é uma coisa que ainda não entrou na minha cabeça. Se o cardápio é balanceado,tenho minhas dúvidas.
No finalzinho das aulas, almocei com ela na escola,se é que se pode chamar aquilo de almoço.É tudo muito organizado. As crianças tem uma senha que elas mesmas digitam num teclado na frente do caixa.Aquilo garante que a refeição esteja sendo paga pelo responsável. A senha tem 4 dígitos e os usuários de 3 e 4 anos sabem de cor. Daí,cada um ,na sua vez, pega a bandeja e vai se servindo: leite ou suco em caixinha, pão, 2 tipos de vegetal a escolher, 2 tipos de carne a escolher também e uma fruta. Acho que há muito tempo não sabia o que era passar fome.Tinha um dia inteiro de serviço voluntário pela frente e o meu almoço foi:uma colher de milho cozido,um brócoli, 3 nuggets de frango,um pedaço de pão de forma e um suco de laranja, por $3.50 ( 3 dólares e 50 cents). Se isso é refeição balanceada,acho que a balança não estava a meu favor.
A Isa se serviu quase que da mesma coisa.Aliás,eu "colei"dela.Ela só colocou mais nuggets e leite,além do suco.Mas na verdade,ela ciscou.Comer mesmo,ela quase não comeu.
Que saudade do meu feijão com arroz! Até do macarrão "unidos venceremos" ,quando a merenda não dava certo.
Bem,Isabella de férias,mais comida na panela. Em uma semana você já sente a diferença.Ela está mais pesadinha.E mais bem alimentada.
Apesar de morarmos nos "States", Coca-cola e "fast food " não fazem parte do nosso cotidiano.
Ela come legumes,frutas ,verduras,feijão ,arroz e todos os tipos de carnes.
Claro que ela é normal! Também adora um biscoitinho,um chocolate,um "picadeiro"( o nosso brigadeiro),mas nada com exagero.
Bom,agora vou parar por aqui porque está na hora do "mamalate" ( leite com Nescau).Já são 10 horas da noite e ela precisa ir pra cama.
A bateria dela ainda não acabou,mas a minha precisa ser recarregada.
Boa noite!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Memorial Day in US
Memorial Day, tradicional feriado americano que ocorre na última segunda-feira de maio. Sua primeira intenção era a de prestar homenagem aos militares que perderam suas vidas defendendo a pátria. Posteriormente, famílas de não militares também passaram a visitar os cemitérios pra homenagear seus entes queridos,já falecidos.Hoje em dia, é um feriado confuso para o nosso entendimento. Li num artigo ,postado na internet ,que algumas pessoas dizem "Happy Memorial Day !" ,como se nós disséssemos "Feliz Dia de Finados!"Muito estranho! Alguns se reúnem para o tal Barbecue, o churrasco americano,nem sempre só de hamburger como muitos pensam.Outros homenageiam os ex-combatentes nos cultos,nas igrejas. Vi,na TV, que houve uma corrida no centro de Nashville,tendo no percurso as alamedas do cemitério da cidade.Estranha forma de homenagear os mortos.
Ano passado,no "Dia de Los Muertos",celebração de alguns países latinos aqui no US e no Canadá que corresponde ao Dia de Finados ,no Brasil ,em 2 de novembro,um amigo mexicano me perguntou se havia festa no Dia de Finados ,no nosso país. Ficou muito espantado ao saber que não. Para os outros países latinos,o Dia de Los Muertos é celebrado com música,dança e comidas,além de pequenos altares caseiros com fotos , pertences e orações para os parentes falecidos.
Não há nenhuma crítica aos diferentes costumes nesta postagem. Apenas uma constatação.
Ano passado,no "Dia de Los Muertos",celebração de alguns países latinos aqui no US e no Canadá que corresponde ao Dia de Finados ,no Brasil ,em 2 de novembro,um amigo mexicano me perguntou se havia festa no Dia de Finados ,no nosso país. Ficou muito espantado ao saber que não. Para os outros países latinos,o Dia de Los Muertos é celebrado com música,dança e comidas,além de pequenos altares caseiros com fotos , pertences e orações para os parentes falecidos.
Não há nenhuma crítica aos diferentes costumes nesta postagem. Apenas uma constatação.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Chuva de bençãos
Toc-toc! Alguém na porta, às 9:30 da noite de um domingo?
Fantástico! Na TV e ao vivo!
A enchente se aproximava ,em surdina, pela nossa rua. Tempo pra fuga:30 minutos.
Começa o corre-corre: pega criança,pega o gato,pega documento,pega roupa,pega comida,pega o carro e abre a garagem!
Um grito na escuridão! Larga o gato,larga a criança,larga o pacote,larga tudo e corre pra porta.
A água,sem cerimônia, invade a garagem.Pega a criança,pega o gato,pega o pacote,entra no carro e foge!
Foge pra onde? Ninguém sabe.Mas sabe que tem que correr contra o tempo e pra longe da água.
Liga pra alguém. Pra quem?Cade o celular?
Para o carro,abre a mala, abre o pacote e ele está lá,o celular.
Fecha o pacote,fecha a mala,entra no carro e liga.
Salvação! Há um lugar pra onde se pode ir.
Como chegar?
Abre o mapa, checa a internet,caminho livre! Vamos pra lá!
Casa de amigo. "Amigo é coisa pra se guardar...", já cantava o Milton Nascimento, mesmo sem enchente.
A água veio e levou tudo: sofá,tapete,panela,lençol...,mas não levou a fé , a esperança e a solidariedade.
A enchente veio e levou muita coisa.Mas também lavou muitas almas,uniu muitos corações e reconstruiu relações.
A água inundou a terra e o céu mandou as bençãos.
Graças a Deus!
Fantástico! Na TV e ao vivo!
A enchente se aproximava ,em surdina, pela nossa rua. Tempo pra fuga:30 minutos.
Começa o corre-corre: pega criança,pega o gato,pega documento,pega roupa,pega comida,pega o carro e abre a garagem!
Um grito na escuridão! Larga o gato,larga a criança,larga o pacote,larga tudo e corre pra porta.
A água,sem cerimônia, invade a garagem.Pega a criança,pega o gato,pega o pacote,entra no carro e foge!
Foge pra onde? Ninguém sabe.Mas sabe que tem que correr contra o tempo e pra longe da água.
Liga pra alguém. Pra quem?Cade o celular?
Para o carro,abre a mala, abre o pacote e ele está lá,o celular.
Fecha o pacote,fecha a mala,entra no carro e liga.
Salvação! Há um lugar pra onde se pode ir.
Como chegar?
Abre o mapa, checa a internet,caminho livre! Vamos pra lá!
Casa de amigo. "Amigo é coisa pra se guardar...", já cantava o Milton Nascimento, mesmo sem enchente.
A água veio e levou tudo: sofá,tapete,panela,lençol...,mas não levou a fé , a esperança e a solidariedade.
A enchente veio e levou muita coisa.Mas também lavou muitas almas,uniu muitos corações e reconstruiu relações.
A água inundou a terra e o céu mandou as bençãos.
Graças a Deus!
quarta-feira, 17 de junho de 2009
O Retorno
Olá! Estou de volta! Precisando muito de você ,meu blog,pra me reencontrar.Quando eu era adolescente,eu escrevia em diários.Agora que sou amadurescente,escrevo em blog.Mudou a tecnologia ou mudei eu? Acho que ambos.No meio do caminho, eu escrevia em agendas. Isso qando eu tinha uma vida profissional útil. Agora,aposentada há séculos, "rainha do lar"( mais pra abelha-rainha,louca pra dar uma ferroada em alguém pra ver se a vida ganha mais emoção),me agarrei ao computador pra ver se,pelo menos, a memória não se esvai.
Por que voltei?Bem,hoje,assistindo a declaração de amor de uma atriz famosa,no esplendor dos seus 51 anos,que tem no sobrenome o beijo em inglês (Kiss) ,me senti crua.De repente eu percebi que eu não consigo mais amar.
Amar um homem, porque a minha família e meus amigos é outra conversa.Medo?Pode ser.Com certeza deve ser.
Não estou sozinha no momento,mas também não consigo me sentir em parceria.Muito menos em sintonia.
Fico arrepiada só de pensar que posso ouvir uma declaração de amor.E não é arrepio de emoção.É de filme de terror mesmo.
Tento viver no sentido de que o hoje é importante.Temos que viver um dia de cada vez.Mas o que vem me assustando é que tem sido um dia de cada vez,seguido um do outro.De repente,me vi numa relação que é boa no agora,mas que não tem o depois.E o antes sempre parte dele,que se aborrece quando eu não me faço presente na sua vida.
Estou me sentindo velha,cansada,de saco cheio mesmo!
To sempre lendo o conselho dos astros pra ver se não é uma conjunção planetária que está me fazendo ter vontade de virar o mundo, de cabeça pra baixo,pegar uma água de coco (nem gosto!) e ficar olhando o mar.
Agora impliquei com a minha barriga.Não está grande,mas está velha.Os seios caídos nem me incomodam mais.Acho que já me acostumei com eles.
Está chegando o final de semana.Eu fico ansiosa,mas não de alegria.De ansiedade pura e simples.Vai ser bom? Vou ter que fazer isso ou aquilo?Ou pior: aquilo de novo?Cansei!
E a responsabilidade por quem cativamos? Eu observo as mudanças: a preocupação dele em cortar o cabelo,em por uma roupa mais atraente,em melhorar a casa pra me receber... Já vi esse filme antes e ...eu morro no final!
Quando alguém me pede uma opinião sobre relacionamento,tenho que me policiar,pois ando muito amarga,descrente.
Tem solução?Não sei.Vamos esperar o próximo final de semana.Fazer o quê?!
Por que voltei?Bem,hoje,assistindo a declaração de amor de uma atriz famosa,no esplendor dos seus 51 anos,que tem no sobrenome o beijo em inglês (Kiss) ,me senti crua.De repente eu percebi que eu não consigo mais amar.
Amar um homem, porque a minha família e meus amigos é outra conversa.Medo?Pode ser.Com certeza deve ser.
Não estou sozinha no momento,mas também não consigo me sentir em parceria.Muito menos em sintonia.
Fico arrepiada só de pensar que posso ouvir uma declaração de amor.E não é arrepio de emoção.É de filme de terror mesmo.
Tento viver no sentido de que o hoje é importante.Temos que viver um dia de cada vez.Mas o que vem me assustando é que tem sido um dia de cada vez,seguido um do outro.De repente,me vi numa relação que é boa no agora,mas que não tem o depois.E o antes sempre parte dele,que se aborrece quando eu não me faço presente na sua vida.
Estou me sentindo velha,cansada,de saco cheio mesmo!
To sempre lendo o conselho dos astros pra ver se não é uma conjunção planetária que está me fazendo ter vontade de virar o mundo, de cabeça pra baixo,pegar uma água de coco (nem gosto!) e ficar olhando o mar.
Agora impliquei com a minha barriga.Não está grande,mas está velha.Os seios caídos nem me incomodam mais.Acho que já me acostumei com eles.
Está chegando o final de semana.Eu fico ansiosa,mas não de alegria.De ansiedade pura e simples.Vai ser bom? Vou ter que fazer isso ou aquilo?Ou pior: aquilo de novo?Cansei!
E a responsabilidade por quem cativamos? Eu observo as mudanças: a preocupação dele em cortar o cabelo,em por uma roupa mais atraente,em melhorar a casa pra me receber... Já vi esse filme antes e ...eu morro no final!
Quando alguém me pede uma opinião sobre relacionamento,tenho que me policiar,pois ando muito amarga,descrente.
Tem solução?Não sei.Vamos esperar o próximo final de semana.Fazer o quê?!
sábado, 5 de abril de 2008
Reproduzindo recordações
Na minha história de vida existe um objeto pesado e ,hoje , até obsoleto. Mas ele teve um grande marco no meu emocional. Um pouco grande e pesado,não podia ser removido com facilidade,por isso passou décadas juntinho de mim. Ele foi ofertado pelo meu pai. Então, com a passagem dele para outra vida, o vínculo afetivo entre o objeto e eu se tornou mais forte.
Durante a nossa convivência, ele foi alvo da curiosidade de maridos e filhos.Tocado por aqueles bracinhos curiosos que queriam mexer,experimentar,conhecer. Observado por olhares adultos que não entendiam o seu funcionamento.
Ele ficou ao meu lado por mais de 30 anos.Muito mais do que o meu marido.E confesso,tinha mais ciúme do objeto do que do mancebo ao meu lado. Cheguei a cede-lo por um tempo ,mas com a supervisão do meu filho mais velho,que era quase um enteado dele. Mas a pessoa com quem ele estava,temporariamente,não honrou com seus compromissos e,quando fui buscá-lo,ao perceber que ela me ofendia,ele se revoltou. Por pouco não se lança à cabeça da pobre,com o intuito de me defender.
O tempo passou,minha vida mudou,a atividade profissional cessou e resolvi dar a ele uma aposentadoria digna. Liguei para uma entidade beneficente e pedi que viessem buscá-lo. Braços gentis o retiraram da sala,enquanto grossas lágrimas rolavam em minha face. Lá estava indo meu velho amigo de estrada. Amigo que ajudou a reproduzir muitas histórias,passou por muito momentos de avaliação,ajudou a colorir os olhinhos infantis e muitas coisas mais.Detalhe:Nunca adoeceu. Era também um pouco da minha história que estava partindo,junto com um gesto lindo do meu saudoso pai. Pensei que talvez tivesse precisando de uma terapia.
Mas esse mundo é muito pequeno. Anos depois,voltando ao campo profissional, relatei a uma colega esse episódio e ela me disse que o conhecia.Para meu espanto e alegria, ela doava seu tempo livre na mesma instituição para onde ele tinha ido.E ela mesmo já havia tido a oportunidade de trabalhar com ele.
Fiquei radiante como se tivesse recebido a carta de um velho amigo que foi morar na Europa.
E hoje, resolvi prestar essa homenagem ao meu velho amigo mimeógrafo ,da marca Remington,presente do meu pai,em 1972,quando me formei em professora.Essa foi mais uma recordação que ele me ajudou a reproduzir.
Muito obrigada.
Durante a nossa convivência, ele foi alvo da curiosidade de maridos e filhos.Tocado por aqueles bracinhos curiosos que queriam mexer,experimentar,conhecer. Observado por olhares adultos que não entendiam o seu funcionamento.
Ele ficou ao meu lado por mais de 30 anos.Muito mais do que o meu marido.E confesso,tinha mais ciúme do objeto do que do mancebo ao meu lado. Cheguei a cede-lo por um tempo ,mas com a supervisão do meu filho mais velho,que era quase um enteado dele. Mas a pessoa com quem ele estava,temporariamente,não honrou com seus compromissos e,quando fui buscá-lo,ao perceber que ela me ofendia,ele se revoltou. Por pouco não se lança à cabeça da pobre,com o intuito de me defender.
O tempo passou,minha vida mudou,a atividade profissional cessou e resolvi dar a ele uma aposentadoria digna. Liguei para uma entidade beneficente e pedi que viessem buscá-lo. Braços gentis o retiraram da sala,enquanto grossas lágrimas rolavam em minha face. Lá estava indo meu velho amigo de estrada. Amigo que ajudou a reproduzir muitas histórias,passou por muito momentos de avaliação,ajudou a colorir os olhinhos infantis e muitas coisas mais.Detalhe:Nunca adoeceu. Era também um pouco da minha história que estava partindo,junto com um gesto lindo do meu saudoso pai. Pensei que talvez tivesse precisando de uma terapia.
Mas esse mundo é muito pequeno. Anos depois,voltando ao campo profissional, relatei a uma colega esse episódio e ela me disse que o conhecia.Para meu espanto e alegria, ela doava seu tempo livre na mesma instituição para onde ele tinha ido.E ela mesmo já havia tido a oportunidade de trabalhar com ele.
Fiquei radiante como se tivesse recebido a carta de um velho amigo que foi morar na Europa.
E hoje, resolvi prestar essa homenagem ao meu velho amigo mimeógrafo ,da marca Remington,presente do meu pai,em 1972,quando me formei em professora.Essa foi mais uma recordação que ele me ajudou a reproduzir.
Muito obrigada.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Amigos sem fronteiras
Relendo os comentários neste blog, fiquei pensando sobre o valor do sentimento amizade. A amizade é mais profunda que o amor entre homem e mulher. Quantos amores você já teve que passaram e quantos amigos você conserva por longos anos? Às vezes, um amigo pode ter sido um amor que acabou,mas ficou a amizade. Porque se foi um verdadeiro amor, teve cumplicidade. Se teve cumplicidade, vai deixar marcas.
Dizem que somos responsáveis por aqueles que cativamos. Acredito que ninguém se cruza neste mundo por acaso. E formamos uma rede pra lá de entrelaçada.
Aí é que entram os amigos sem fronteiras.Quando é que eu iria imaginar que iria fazer amizade, daquela de sentir falta, com romenos, egípcios, mexicanos, albaneses,africanos e tantos mais? Cheguei aqui e ,pra aprender inglês, tive que conviver com pessoas de todos os cantos do planeta. Mesmo não falando a mesma língua, porque ninguém sabia falar inglês bem, o sentimento fraterno foi muito forte. A necessidade de ajudar uns aos outros uniu gente de todas as raças, origens e credos.Uma verdadeira Torre de Babel. Mas a linguagem do coração não precisa de tradutor.
Assim sendo, fico me perguntando, se a gente consegue se comunicar tão bem,embora não falemos o mesmo idioma, por que quando sentimos ou achamos que sentimos amor por alguém temos tanta dificuldade de compreensão?
Estamos confundindo amor com posse? Ou nos sentimos tão seguros da nossa capacidade de sedução que deixamos de cuidar desse amor,no dia a dia? Ou nos sentimos tão inseguros que tranformamos os momentos de estarmos juntos em horas de tormento e lamúrias?
Eu sempre fui adepta do amor baseado na amizade.Isto não quer dizer fazer amor com um amigo.Alto lá! Mas depois do amor, é bom ter sobre o que conversar.
Tenha muito amor pelo seus amigos e muita amizade pelo seu amor. Porque quando um ex-amor "bate a minha porta'', lamentando por não ter conseguido permanecer ao meu lado, ofereço-lhe a minha amizade. Mas sei lá porque,sempre ouço aquela musiquinha da Blitz:
"Você não soube me amar,
Você não soube me amar...
Oh! Baby não!"...
Dizem que somos responsáveis por aqueles que cativamos. Acredito que ninguém se cruza neste mundo por acaso. E formamos uma rede pra lá de entrelaçada.
Aí é que entram os amigos sem fronteiras.Quando é que eu iria imaginar que iria fazer amizade, daquela de sentir falta, com romenos, egípcios, mexicanos, albaneses,africanos e tantos mais? Cheguei aqui e ,pra aprender inglês, tive que conviver com pessoas de todos os cantos do planeta. Mesmo não falando a mesma língua, porque ninguém sabia falar inglês bem, o sentimento fraterno foi muito forte. A necessidade de ajudar uns aos outros uniu gente de todas as raças, origens e credos.Uma verdadeira Torre de Babel. Mas a linguagem do coração não precisa de tradutor.
Assim sendo, fico me perguntando, se a gente consegue se comunicar tão bem,embora não falemos o mesmo idioma, por que quando sentimos ou achamos que sentimos amor por alguém temos tanta dificuldade de compreensão?
Estamos confundindo amor com posse? Ou nos sentimos tão seguros da nossa capacidade de sedução que deixamos de cuidar desse amor,no dia a dia? Ou nos sentimos tão inseguros que tranformamos os momentos de estarmos juntos em horas de tormento e lamúrias?
Eu sempre fui adepta do amor baseado na amizade.Isto não quer dizer fazer amor com um amigo.Alto lá! Mas depois do amor, é bom ter sobre o que conversar.
Tenha muito amor pelo seus amigos e muita amizade pelo seu amor. Porque quando um ex-amor "bate a minha porta'', lamentando por não ter conseguido permanecer ao meu lado, ofereço-lhe a minha amizade. Mas sei lá porque,sempre ouço aquela musiquinha da Blitz:
"Você não soube me amar,
Você não soube me amar...
Oh! Baby não!"...
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Cariocas são bacanas
Sou carioca há 53 anos.No momento, uma carioca perdida numa cidade linda, linda de morrer, porque pra se viver aqui há que se morrer um pouco. Pelo menos para quem era uma carioca verdadeiramente ativa.No Rio, eu trabalhava, dançava, beijava...muito...., orava, batia papo-furado, papo-cabeça,tomava cerveja, guaraná ( que saudade!), estudava, fazia amigos e inimigos também (RSRS).
Agora, aqui estou, em Nashville, Estados Unidos. Nunca ouviu falar? Nem eu, antes de vir parar aqui. Mas de Memphis você, com certeza, já ouviu falar. É a cidade do Elvis.Pertinho daqui.Só umas 5 horas de carro. RSRS. Sim, porque aqui tudo é "perto". "Perto"aqui tem outro significado. "Perto" significa que você tem no mínimo um carro. Que você estudou,ou melhor, devorou uma maldita apostila de 183 páginas em inglês que você não domina, com uma cópia em espanhol que você arranha e 2 dicionários , das 2 línguas com português,pra começar a entender o processo.E não ser processada por transgredir as leis de trânsito do Estado em que você mora, porque se mudar de estado, a sua carteira de motorista pode não servir.Aqui as leis são estaduais.
Bem, mas não vamos perder o rumo da conversa. Carioca em Nashville, sem carteira de motorista e sem dominar a língua. Já imaginou?Pois é, ainda bem que sou brasileira e consigo dar um jeitinho. E sendo carioca, comunicativa, consegui estabelecer alguns contatos e dar um jeito nesta situação caótica. Porque caos também tem outros sentidos. Mas vamos deixar as questões de significados pra outra hora.
Vamos voltar a Nashville. Nashville é uma cidade linda.Tem um centro cultural muito lindo e alegre. As casa são lindas. Parece que você entrou num filme bem romântico. Você fica andando e tem a sensação de que o Richard Geere vai dobrar a esquina ,ou o Brad Pitt,ou o Tom Cruise.O galã que você preferir. Mas como diz aquela canção..."Qual o que.."Nem pensar. Seres humanos não caminham por aqui.Você pode até encontrar um esquilo, uma lebre, uma tartaruga atravessando a rua lenta e vagarosamente ( acreditem, eu vi!). O negócio aqui é carro.Mas não pense em buzinas, engarrafamento ou similares. É um carro uma vez ou outra. Lógico que no centro nervoso ( se é que se pode chamar assim), tem trânsito.Mas você pode imaginar uma cidade em que os carros param pra você passar? Em que você ,realmente , tem a preferência? Pois é, é aqui.
Dizem que aqui é um paraíso.Bem,se o Paraíso for esse tédio todo, tô fora! Ou os anjos vão enlouquecer com a minha chegada. Vou ensiná-los a tocar forró na harpa. RSRS
É certo que aqui é uma paz.Não tem bala perdida, nem achada. Apenas uma carioca perdida nesse lugar, tentando se achar, se adaptar ou se conformar. Mas cariocas são bacanas. A gente dá um jeito. Aqui não tem Copacabana,mas tem lagos bacanas. E por aí vai.
A alegria trago comigo e acabo achando algo pra fazer,nem que seja escrever aqui nesse blog.
Espero dividir com vocês as minhas histórias. E como tenho histórias! Isso foi um cara que disse,um que queria casar comigo,mas achou que eu tinha muitas histórias e hoje, por isso mesmo,ele virou passado.Uma história que poderia ter dado certo,mas não deu.Mas isso..é outra história.
Agora, aqui estou, em Nashville, Estados Unidos. Nunca ouviu falar? Nem eu, antes de vir parar aqui. Mas de Memphis você, com certeza, já ouviu falar. É a cidade do Elvis.Pertinho daqui.Só umas 5 horas de carro. RSRS. Sim, porque aqui tudo é "perto". "Perto"aqui tem outro significado. "Perto" significa que você tem no mínimo um carro. Que você estudou,ou melhor, devorou uma maldita apostila de 183 páginas em inglês que você não domina, com uma cópia em espanhol que você arranha e 2 dicionários , das 2 línguas com português,pra começar a entender o processo.E não ser processada por transgredir as leis de trânsito do Estado em que você mora, porque se mudar de estado, a sua carteira de motorista pode não servir.Aqui as leis são estaduais.
Bem, mas não vamos perder o rumo da conversa. Carioca em Nashville, sem carteira de motorista e sem dominar a língua. Já imaginou?Pois é, ainda bem que sou brasileira e consigo dar um jeitinho. E sendo carioca, comunicativa, consegui estabelecer alguns contatos e dar um jeito nesta situação caótica. Porque caos também tem outros sentidos. Mas vamos deixar as questões de significados pra outra hora.
Vamos voltar a Nashville. Nashville é uma cidade linda.Tem um centro cultural muito lindo e alegre. As casa são lindas. Parece que você entrou num filme bem romântico. Você fica andando e tem a sensação de que o Richard Geere vai dobrar a esquina ,ou o Brad Pitt,ou o Tom Cruise.O galã que você preferir. Mas como diz aquela canção..."Qual o que.."Nem pensar. Seres humanos não caminham por aqui.Você pode até encontrar um esquilo, uma lebre, uma tartaruga atravessando a rua lenta e vagarosamente ( acreditem, eu vi!). O negócio aqui é carro.Mas não pense em buzinas, engarrafamento ou similares. É um carro uma vez ou outra. Lógico que no centro nervoso ( se é que se pode chamar assim), tem trânsito.Mas você pode imaginar uma cidade em que os carros param pra você passar? Em que você ,realmente , tem a preferência? Pois é, é aqui.
Dizem que aqui é um paraíso.Bem,se o Paraíso for esse tédio todo, tô fora! Ou os anjos vão enlouquecer com a minha chegada. Vou ensiná-los a tocar forró na harpa. RSRS
É certo que aqui é uma paz.Não tem bala perdida, nem achada. Apenas uma carioca perdida nesse lugar, tentando se achar, se adaptar ou se conformar. Mas cariocas são bacanas. A gente dá um jeito. Aqui não tem Copacabana,mas tem lagos bacanas. E por aí vai.
A alegria trago comigo e acabo achando algo pra fazer,nem que seja escrever aqui nesse blog.
Espero dividir com vocês as minhas histórias. E como tenho histórias! Isso foi um cara que disse,um que queria casar comigo,mas achou que eu tinha muitas histórias e hoje, por isso mesmo,ele virou passado.Uma história que poderia ter dado certo,mas não deu.Mas isso..é outra história.
Assinar:
Postagens (Atom)
